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Mostrando postagens com marcador Saúde da mulher. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Queda de cabelo pós parto (Por Dra. Isabella Rezende)

Depois que tivemos nossos filhos, depois de uns meses nossos cabelos começaram a cair demais! Por mais que a gente saiba que é normal acontecer, dá um certo desespero, pois a quantidade é bem maior do que o normal!!! A dermatologista Dra. Isabella Rezende, mais uma vez contribuiu com nosso blog e desta vez com esse tema que preocupa tanto as mamães. Aproveitem e boa leitura!
Beijos
Hoje vamos falar sobre um tema que preocupa muitas mamães: "As alterações capilares que ocorrem durante a gestação e principalmente a temível queda de cabelos do período pós parto.” O que esperar? Quais as principais mudanças que vou observar? Essa queda de cabelo é reversível? Preciso fazer algum tratamento? Essas são as principais dúvidas que ouço em meu consultório, por isso vou tentar responder aqui pra vocês!
Durante os 9 meses de gestação ocorre aumento de dois hormônios, estrogênio e progesterona. Esses reduzem a queda, aumentam o brilho e o volume dos cabelos, deixando os mais espessos e com aspecto saudável. 
Porém, por volta do terceiro ou quarto mês após o parto, com a normalização do nível desses hormônios ocorre uma queda acentuada de cabelo, ou seja, todos os fios que não caíram durante a gestação começam a  cair. Outros fatores relacionados a essa queda são a perda excessiva de peso e o próprio estresse do parto. Normalmente a mulher perde 100 fios por dia, porém no período pós parto pode chegar a 500 fios por dia!
Mas calma, nada de pânico! A boa notícia é que essas alterações normalmente são passageiras e por volta de 6 meses após o parto o cabelo volta ao normal. 
Algumas medidas que recomendo para evitar e acelerar a recuperação dos fios é o uso de vitaminas durante a gestação e amamentação, essas podem ser prescritas por seu obstetra ou dermatologista. Porém, se após 6 meses do parto você ainda tiver queda acentuada está indicado o acompanhamento com dermatologista para que sejam feitos exames a fim de se investigar outras causas de queda e partir para tratamentos específicos visando fortalecimento e crescimento dos fios. Entre esses tratamentos destacam se mesoterapia capilar e laser, porém esses serão indicados pelo dermatologista de acordo com as necessidades de cada paciente.

Dra Isabella Rezende Yared
CRM 132810
Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) 
 Membro da Academia Americana de Dermatologia.

  • Membro Titular da Sociedade Americana de Laser (ASLMS).
  • Membro da International Academy of Cosmetic Dermatology (IACD).

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Cuidados com a pele no Carnaval

Preparadas para dicas perfeitas para cuidar da pele neste Carnaval???

Recebemos mimos da ShopLuxo suuuuper bacanas e úteis, testamos e aprovamos demais!!! 

Essa época do ano exige mais cuidados na exposição da pele ao sol, piscina, mar, não é mesmo?

Agora vamos contar nossas experiências com os produtos que ganhamos para vocês!

Depois contem se usam/ usaram também e gostaram!

Beijocas

Protetor Solar Lancôme Uv Expert Gn-Shield (veja aqui)
A textura é perfeita. Super leve. Deixa a pele bem hidratada, macia e protegida! Amamos usar no rosto! É composto por extrato de menta e rosa, que reduzem a síntese de melanina e evitam danos causados pelos raios UVA. O extrato de milho atua protegendo a pele contra ozônio e metais pesados.

Bio-Oil Óleo Restaurador (veja aqui)
Este óleo é perfeito!!! Hidrata demais a pele. Neste calor então, nossa pele estava bem ressacada e ambas sentimos uma grande melhora. AMAMOS! Ele pode ser usado para melhorar a aparência de cicatrizes, estrias e tons de pele irregulares. Pode ser usado pelas gravidinhas!!! (fale com sua dermatologista antes)

Protetor Solar Lait Solaire SPF 30 - 200 ml (veja aqui)
Esse protetor é perfeito para o corpo. Tem uma ótima absorção, e deixa a pela hidratada e macia. Adoramos!

Protetor Labial Shiseido Sun Protection Lip Treatment N SPF 20 (veja aqui)
OMG!!! Perfeito para os lábios. Pena que não conhecemos desde o início do verão. Hidrata a boca sem melecar. Demais!!!!





sábado, 31 de janeiro de 2015

Pílula Anticoncepcional X Gravidez

Resolvi escrever esse post, depois que minha funcionária chegou para trabalhar muito chateada porque sua filha mais nova estava grávida.
Na realidade, a tristeza dela não era pela gravidez, já que ela e o namorado já tinham comprado um apartamento para eles e estavam planejando o casamento. Ela estava se sentindo um pouco "enganada" pela filha, que afirmou que tomava pílula certinho e mesmo assim engravidou.
Conversei muito com ela e até mostrei alguns textos que afirmavam que é possível engravidar tomando pílula.
Graças a deus ela entendeu o lado da filha e agora está curtindo a chegada do netinho!
Espero que sirva de alerta para vocês também!
Beijos!
 
A pílula é um dos métodos anticoncepcionais mais comuns. Porém a sua eficácia não é 100%, colocando qualquer mulher em risco de engravidar.
Existem alguns fatores que contribuem para a redução da eficácia deste método contraceptivo:
 
- Uso de antibióticos e antialérgicos
- Deixar de ingerir a pílula no horário estipulado (principalmente por mais de 12 horas)
- Diarréia ou vômito após ingestão da pílula
- Trocá-la por outro método contraceptivo e não tomar precauções nas primeiras semanas
 
É super importante que você faça uso de qualquer método anticoncepcional sob prescrição médica e caso aconteça algum dos fatores acima descritos, entre em contato com o seu médico para que ele possa orientá-la da melhor forma possível!
 
 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Vitamina D e Gravidez - por Dr. Frederico Maia

A vitamina D é uma das vitaminas mais faladas no momento e sabemos o quanto ela é importante para o nosso organismo, principalmente durante a gravidez! Pensando nisso, o nosso querido endocrinologista, Dr. Frederico Maia, escreveu esse texo super interessante para a gente!
Aproveitem e não se esqueçam de se cuidar sempre!
Beijos!!!

Vitamina D e Gravidez – Porque diagnosticar e tratar?


Hoje é dia de falar da história de uma grande amiga, que se tornou comadre e agora gestante e paciente! E porque no auge dos seus 35 anos, teve que visitar o Endocrinologista em sua 1a gravidez? A futura mamãe do Lucas teve alteração em seus níveis de glicose na 32a semana, quando detectamos também uma deficiência de vitamina D; iniciamos o acompanhamento e tratamento adequado, e o pequeno Lucas está prestes a chegar, no peso ótimo e saudável! 



Verificamos hoje uma crescente “epidemia” de diagnósticos para deficiência de Vitamina D em todo mundo, especialmente em países mais frios e escuros (baixa exposição solar). Ela é responsável pela absorção do cálcio pelo organismo, de grande importância para os ossos e músculos.
A deficiência da vitamina D está associada ao aumento de casos de raquitismo, alterações no crescimento, doenças autoimunes (diabetes tipo 1 e esclerose múltipla). A vitamina D está relacionada ainda ao bom funcionamento do coração, do cérebro e da secreção de insulina pelo pâncreas.
Riscos da deficiência de VITAMINA D na gravidez
Assim, nossa querida mamãe apresentava 2 importantes fatores de risco: idade acima de 30 anos e a deficiência de vitamina D, contribuindo para as alterações de glicose durante a 2a metade da gravidez.
Para a futura mamãe, a deficiência de vitamina D pode levar a um risco maior de pré-eclâmpsia, perda de massa óssea, crescimento intrauterino restrito, diabetes gestacional e aumento de infecções vaginais durante a gravidez. Esses dados foram evidenciados na metanálise publicada no jornal cientifico J Matern Fetal Neonatal Med. 2013 (Jun;26(9):889-99), que envolveu a análise de 24 importantes estudos clínicos. Níveis de vitamina D abaixo de 50ng/mL em gestantes se associaram com aumento de pré-eclâmpsia, RN pequeno para idade gestacional e diabetes na gravidez.
Um estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism (JCEM) em 2007, relacionou os níveis de vitamina D da gestante medidos durante o primeiro e segundo trimestre da gestação com o peso do bebê no nascimento. Os resultados mostraram que mães com deficiência de vitamina D durante a 1a metade da gravidez tiveram bebês abaixo do peso esperado.
Níveis normais de Vitamina D na gestante durante o 1o e 2o trimestres tiveram uma chance 40% menor de desenvolver pré-eclâmpsia GRAVE, em estudo com mais de 3 mil mulheres. Estudos prévios já mostravam impacto no crescimento fetal, com redução do volume de ossos longos no recém-nascido, além de maior taxa de parto pré-termo, em gestantes com deficiência da vitamina D. Para casos de pré-eclâmpsia leve/moderada e complicações neonatais, os dados da literatura ainda são controversos e não há um consenso entre as sociedades médicas (Nassar N, et al. Am J Obstet Gynecol. 2011;205(3)).
Como obter e normalizar a Vitamina D
A vitamina D é sintetizada no organismo a partir da exposição da pele aos raios solares (raios UVB), que leva a produção de um precursor da vitamina (Vit.D3) a partir do 7-deidrocolesterol (Fig.1). No fígado, ocorre a conversão dessa pré-vitamina D3 em vitamina D efetiva (25-OH-VD, que é dosada nos laboratórios), que terá suas ações em diversos tecidos do organismos na sua forma ativa (1,25-OH-VD, formada nos rins). A figura abaixo que mostra todo esse caminho percorrido pela vitamina D a partir dos raios solares. Olhe os valores no quadro para definir se você tem deficiência de Vitamina D.




O diagnóstico é simples e feito a partir das dosagens de exame de sangue. A história de baixo consumo de cálcio alimentar, bem como baixa exposição solar, histórico familiar, doenças prévias dos ossos, devem direcionar para o exame e tratamento adequados.
A Endocrine Society recomenda o rastreamento de deficiência de vitamina D em toda gestante; com dose terapêutica de 1500 a 2000 UI/dia para se manter níveis ótimos de vit. D (acima de de 30ng/mL).
Para nossa paciente, portanto, foi recomendada a suplementação de vitamina D, nas doses de tratamento preconizadas (2000ui/dia), ajuste da alimentação quanto ao teor de cálcio / vitamina D, bem como a exposição solar de no mínimo pernas e braços, sem proteção solar, por cerca de 15 a 20 minutos ao dia. Cerca de 20% do corpo, por 10-15 min. parecem ser suficientes para otimizar os níveis da vitamina D em seu organismo.




E agora, contagem regressiva...para recebermos o Lucas! 
A indicação ou não de vitamina D durante ou fora da gestação deve ser definida pelo seu médico. Não tome medicações ou suplementos por conta própria, pois os riscos podem ser importantes.  

Dr. Frederico Maia.   
Especialista em Doenças da Tireóide – Mestre pela UNICAMP
Endocrinologista – Hospital Israelita Albert Einstein
Consultório Ibirapuera – 11.3885-9906

sábado, 22 de novembro de 2014

Alimentação na gestação

É com muita alegria que hoje compartilhamos esse texto da nutricionista funcional Andrezza Botelho, sobre "Alimentação na Gestação".
Alimentar-se bem é fundamental, na gravidez então, nem se fala. Nós duas tivemos uma alimentação bem balanceada e cheia de bons nutrientes nas duas gestações. Sempre nos preocupamos com o que estávamos "dando" para nossos bebês, para que eles se desenvolvessem da forma mais saudável possível dentro de nossas barrigas.
Boa leitura e até a próxima!
Beijocas

"ALIMENTAÇÃO NA GESTAÇÃO"
Na gestação, ocorrem alterações hormonais significativas, além disso, os nutrientes da sua alimentação estão sendo desviados para o feto em desenvolvimento. É por isso que surgem os sintomas de carências nutricionais, como: sensibilidade na gengiva, dificuldade de digestão, queda de serotonina (compulsão alimentar no fim da tarde). Por conta do aumento da pressão abdominal, procure fracionar as refeições, que devem ter pequeno volume e ser constituídas de todos os grupos alimentares: carboidratos integrais (arroz/ pão/biscoito/cereal matinal integral), leguminosas (feijão, preto, fradinho, carioca, lentilha, grão de bico, ervilha e feijão branco), verduras, legumes e frutas, gorduras saudáveis (azeite extravirgem, óleo de linhaça, nozes, castanhas, macadâmia, abacate) e proteína animal ( sempre variando o consumo: carne vermelha, peixe, ovo, frango). Dê preferência às fibras abrandadas pelo cozimento (hortaliças refogadas, legumes cozidos, no vapor) para suavizar o processo de digestão.
Invista na mastigação adequada, que é o primeiro passo da digestão e nenhum outro processo a substituirá. Isso porque os dentes são as estruturas mais rígidas que temos no aparelho digestivo. Um alimento bem mastigado é bem digerido, bem absorvido e bem utilizado pelas células.
Uma forma automática e natural de corrigir a mastigação (além de aumentar o teor de fibras no prato) é não ingerir líquido junto com as refeições. Esse hábito dificulta a digestão. Procure se hidratar corretamente durante o dia para não ter necessidade de fazê-lo durante as refeições.
Diminua o consumo de sal para evitar inchaço e risco de hipertensão. Ao invés disso, utilize temperos naturais, ervas aromáticas que além de conferir sabor ao alimento, são antioxidantes, protegendo o organismo da pressão alta e de lesões nas artérias e fazer os caldos naturais. Além de diminuir o sódio, aumente o consumo de alimentos fonte de Magnésio. Este mineral é importantíssimo para evitar a hipertensão arterial, sendo encontrado em hortaliças verde-escuras e arroz integral.
Procure reduzir o consumo de carboidratos simples e refinados (doces, arroz e pão brancos) eles são nutricionalmente pobres e ainda sobrecarregam o pâncreas com a produção excessiva de insulina, que passa a não funcionar adequadamente, alterando o equilíbrio orgânico e provocando aumento do depósito de gordura em região abdominal, principalmente, além de predispor o organismo às doenças crônicas que coexistem com a obesidade.
A orientação de um plano alimentar hipoalergênico e individualizado para a mãe durante a gestação e lactação do bebê diminui a sensibilização da criança nos primeiros anos de vida. É importante EVITAR substâncias artificiais, como corantes, conservantes, aditivos químicos, adoçantes artificiais, alimentos industrializados e variar bastante a sua dieta fazendo uma rotatividade nos alimentos consumidos.
Atenção:
A saúde de uma pessoa é determinada já na concepção, muito antes do nascimento, sendo dependente das condições de saúde da mãe (estado nutricional) que chamamos de programação metabólica.  Como na maioria das vezes o desenvolvimento de uma doença (no adulto) tem suas raízes lá na infância, a ingestão de alimentos/nutrientes funcionais no primeiro estágio da vida é o melhor caminho para a prevenção das mesmas.
Devido às suas características nutricionais, o leite materno é considerado o primeiro alimento funcional que o indivíduo recebe. Isto porque ele está relacionado com o desenvolvimento cognitivo e sensorial e protege o bebê contra infecções (diarréia e pneumonia) e doenças crônicas (diabetes). Além disso, contribui para a saúde materna reduzindo o risco de câncer de ovário e mama.
O que o torna um alimento tão especial é a quantidade e proporção correta de nutrientes essenciais para a saúde. Além disso, ele possui substâncias que fortalecem o sistema de defesa do organismo.
Da 32- semana de gestação ao 2- ano de vida, a criança passa por um período de intenso crescimento cerebral, que é o depósito progressivo de ácidos graxos (gordura – ômega 3 e ômega 6) no sistema nervoso central. Esse tipo de gordura, com adequada proporção e perfeito equilíbrio, é encontrado no leite materno. 

Assim, o aleitamento materno é importante tanto pelas vantagens nutricionais acima relatadas como psicológicas (vínculo mãe-filho).



Andrezza Botelho - Nutricionista funcional Pós graduada em estética e cosmetologia proprietária e diretora científica da clinica Andrezza Botelho Nutricao é Bem Estar. Tel: (011) 50821598


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Marca Passo na Gravidez (Por Dr. André Luiz Mendes Martins)

Achamos importante abordar esse tema tão sério, uma vez que está se tornando cada dia mais comum alterações cardíacas durante a gravidez.
Esperamos que vocês aproveitem a informação para enriquecer os conhecimentos e até mesmo ajudar uma grávida à procurar um especialista caso esteja apresentando alterações cardiológicas. O diagnóstico precoce é fundamental para a saúde da mamãe e do bebê!
Beijos!

As doenças cardiovasculares maternas que tem volume sanguíneo e frequência cardíaca baixa ou que o organismo não tem capacidade de elevá-los devem ser tratadas de forma rápida e eficiente, pois podem levar a uma baixa irrigação uteroplacentário e cerebral submetendo a mãe e o feto a riscos. Dentro do arsenal terapêutico cardiológico atual o marca-passo cardíaco é a forma mais eficaz para correção destes distúrbios.
As doenças que determinam baixa frequência cardíaca ou incapacidade de elevá-la têm várias origens: congênitas (bloqueio atrioventricular total congênito ou relacionado à má-formação cardíaca como comunicação intraventricular, transposição de grandes artérias e outras); iatrogênica (pós-ablação por radiofrequência e ou após cirurgias cardíacas); adquirida (doença de Chagas, endocardites, doenças do tecido conjuntivo).
 O marca-passo é um dispositivo alimentado por bateria que libera estímulos elétricos, conduzidos por cabo-eletrodo em contato com o coração. Tem como função, restaurar aos batimentos normais ou próximos do normal no repouso e, ou, no exercício. Mais de 400,000 marca-passos são implantados por ano, no mundo. Nos EUA ha mais de 500 000 pacientes com marca-passo.
 No Brasil, segundo o Departamento de Cardioestimulação Artificial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DECA), no período de 01/01/1995 a 31/12/2002 houve 92,378 implantes de marca-passos, sendo 48,650 em mulheres (DECA 2005). De junho de 2005 a maio de 2006, 12172 marca-passos foram implantados; 64/milhão de habitantes, sendo 63,3% atrioventriculares e 36% ventriculares.
Na gestação, a indicação do implante de marca passo é a mesma que para não gestantes e deve ser feita, preferencialmente, após a oitava semana de gestação. Contudo alguns estudiosos dizem que o implante de marca-passo deve ser considerado quando a bradicardia materna não propiciar um adequado fluxo sanguíneo uteroplacentário que permita um bom desenvolvimento fetal. Mesmo que a paciente não tenha sintoma.
Durante a gestação o implante do marca passo impõe alguns cuidados devido ao risco de expor o feto à radiação ionizante. O que pode levar à má-formação congênita. Por isso, algumas técnicas têm sido desenvolvidas com o intuito de amenizar os riscos de teratogenicidade, induzidas pelo raio X, durante o período de embriogênese.
O implante de marca-passo utilizando ecocardiograma e eletrocardiograma simultâneo. ecocardiograma transesofágico com radioscopia (raio X): Com o abdome da grávida, envolto com avental de chumbo, em toda sua circunferência, rapidamente é realizada a radioscopia (raio X) para visualizar a posição e a curvatura do cabo-eletrodo.
Considerando que a gestação é um estado hiperdinâmico e que durante o trabalho de parto e no parto a mulher é submetida a um esforço importante, fica clara a importância da sincronia atrioventricular e do aumento da frequência cardíaca na gestação.
Frente a todos os fatos expostos acima, o marca passo pode ser um importante aliado para assegurar uma gestação, trabalho de parto e parto adequado e sem complicações materno-fetais.

O marca-passo cardíaco assegura bons resultados gestacional do ponto de vista materno fetal.
  

Dr. André Luiz Mendes Martins
Médico - Cirurgião Cardiovascular do Hospital Sírio Libanês e Beneficência Portuguesa de São Paulo
Membro especialista da SBCCV
Sócio /Diretor da Cardioclínica Paulista
Editor do blog Miocárdio

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Hipertireoidismo na gravidez (Por Dr. Frederico Maia)

Gente, mais um texto super informativo que o Dr. Frederico Maia escreveu para o nosso blog!!! Agora o texto é sobre Hipertireoidismo na gravidez. 
Adoramos as suas dicas e informações!
Aproveitem!
Beijos!!!

Boa noite caros leitores!!! Continuando nossa série de casos sobre tireóide, há cerca de 20 dias, atendi mais uma gestante com alterações importantes do hormônio tireoidiano!!! Só que dessa vez, o caso era mais complexo, pois se tratava de uma suspeita de Hipertireoidismo sem o tratamento adequado até o momento. 

A paciente S.B, 35 anos, gravida do 2º filho agora, com 11 semanas de gestação, nos procurou devido a um histórico prévio de tratamento de “hipertireoidismo” há cerca de 5 ano, fez uso da medicação “Tapazol” na época, por quase 1 ano, sendo suspenso o tratamento há mais de 2 anos. Então ela engravidou sem exames prévios da tireóide. Quando seu obstetra pediu os primeiros exames, foi percebido que a “tireóide” (ou seja, os hormônios dosados no sangue!) estava muito desregulada! Assim, a paciente retornou ao médico que lhe tratou anteriormente, foi lhe prescrita a dose de medicação “Propil” (e não mais Tapazol, anteriormente usado), o que deixou a paciente muito preocupada, pois “leu no Google” e achou melhor “ não usar o remédio, pelos possíveis efeitos colaterais ao neném”.
E agora pessoal???? O que é pior: o hipertireoidismo não controlado ou a medicação propriamente dita? Um importante dilema trazido pela Sra. S.B, não é...então vamos há alguns pontos...

Já falamos aqui, o quanto é essencial que a mulher que deseja engravidar e esteja em tratamento de hipertireoidismo (problemas da tireóide) ou que já tenha já sido tratada para alterações da tireóide, procure seu endocrinologista o quanto antes e avalie seus níveis hormonais e de auto-anticorpos (TRAB), para programar o tratamento durante esse período tão especial para mulher.

A “doença de Graves” representa a grande maioria desses casos. As alterações oculares são um achado frequente e podem indicar a necessidade de exames tireoidianos nessa mulher antes de engravidar.

Fig. 2: alteração ocular da doença de Graves

 
Foto: arquivo pessoal Dr.Frederico

Estudos recentes indicam um risco de 2-3% de má formação fetal em gestações com hipertireoidismo; sendo o período de maior risco observado foi até a 10ª semana (entre 6-10 semanas, na média). A recomendação atual da Endocrine Society era de suspender o Metimazol (Tapazol), pelo maior risco de alterações fetais  e substituir pelo (Propiltiouracil, PTU) no 1º trimestre da gestação, como foi recomendado para a paciente em questão, pelo colega que atendeu inicialmente.

No entanto, dados mais atuais de 2 grandes estudos, mostraram que ambas as medicações (Propiltiouracil, PTU e Metimazol, conhecido como Tapazol) tiveram aumento de efeitos deletérios nessa 1ª fase da embriogênese (formação fetal < 6 sem.). A prevalência de até 6% de outras má formações foi observada em até 2 anos de seguimento. Nos casos de gestantes com exposição precoce (< 6 semanas) ao PTU, observaram má formação em 2.3% dos recém-nascidos, consideradas mais “brandas” em relação às complicações geradas pelo Metimazol. Esse resultado foi validado pela comparação contra cerca de 800.000 nascidos vivos de mães sem doença tireoidiana prévia.

A figura abaixo mostra o “time” entre a formação fetal (1-10 semanas), e os riscos principais inerentes ao hipertireoidismo descompensado e/ou tratamento instituído. O período “rosa” é considerado o de maior risco “sensibilidade máxima” e possibilidade de teratogênese (má-formação fetal).



O estudo dinamarquês (J Clin Endocrinol Metab 2013) avaliou um número muito significativo de gestantes sem hipertireoidismo, (811.730); e detectaram defeitos de formação em 5.7% dos casos, em comparação com 9.1% das gestantes expostas ao Metimazol; e 2.3% expostas ao PTU. Já no estudo japonês, o uso do PTU na 1ª etapa da gestação, não mostrou aumento de complicações.

Ou seja, não usar a medicação mostrou um risco de cerca de 6%, com a medicação PTU (propil) o risco foi de 2.3% e com a medicação Metimazol (Tapazol), foi de 9.1%. Portanto, como já havia passado o pior período de risco (13 semanas atuais da nossa paciente), reforçamos a importância do inicio do tratamento com Propil (PTU), naquela ocasião, pelo menor risco para gestante e feto, no 1º trimestre da gravidez.  
Além dos exames obstétricos, é importante que seu Endocrinologista avalie os níveis de TRAB durante a gestação. Besançon e colaboradores em estudo recente (Eur J Endocrinol. 2014, jun. 170:855-62), evidenciaram maior taxa de hipertireoidismo neonatal (no recém-nascido) quando da presença de TRAB (+) em gestantes em tratamento para hipertireoidismo. Cerca de 70% dos neonatos tiveram TRAB (+) também, e 7 (29.1%) recém-nascidos desenvolveram hipertireoidismo (confirmados entre 4 e 7 dias no pós-parto).

Evidenciar as alterações da tireóide o mais rápido possível e buscar as alternativas de tratamento mais adequadas para que a gestação ocorra dentro do menor risco possível! Converse com seu médico para tomar as decisões mais adequadas a você!

Mais matérias disponíveis também em www.fredericomaia.com.br !
Abraços do Dr. Frederico.


Dr. Frederico Maia.
Especialista em Doenças da Tireóide – Mestre pela UNICAMP
Endocrinologista – Hospital Israelita Albert Einstein
Consultório Ibirapuera – 11.3885-9906

sábado, 25 de outubro de 2014

O que muda no coração durante a gravidez (Por Dr. André Luiz Mendes Martins)

O tema de hoje da nossa coluna "Saúde da mulher" é o coração da grávida!
Sabemos que todo o nosso corpo sofre vários ajustes e adaptações para carregar mais uma vida. Com o coração não é diferente!!! Ele tem que trabalhar muito à mais para garantir um bom fluxo sanguíneo e oxigenação para o bebê (que tem um pequeno coração, mas que bate super forte!).
Portanto, o tema serve como um incentivo para às mamães manterem a sua saúde em dia sempre observando alterações diferentes e conversando com o seu médico!
Muito obrigada  Dr. André, pela disponibilidade, carinho e competência!!! Com certeza nossas grávidinhas se beneficiarão muito com o seu texto!
Adoramos as informações!
Beijos!!!

A gestação em mulheres portadoras de doenças cardiovasculares tem se tornado relativamente frequente no Brasil. Este fato se explica pelos avanços na cardiologia e da melhor assistência médica às mulheres cardiopatas, permitindo que elas atinjam a idade reprodutiva. Contudo, as patologias cardíacas continuam sendo a principal causa de morte materna de origem não obstétrica . O que torna a cardiopatia na gestação um fator de relevância em saúde pública.

Durante a gravidez o corpo da mãe sofre várias mudanças relacionadas ao sangue e a circulação para o bom equilíbrio materno-fetal.

O volume de sangue aumenta entre 45 a 55% e as células vermelhas 20 a 30%. O que provoca uma anemia fisiológica durante a gravidez. Esse aumento de volume começa nas primeiras semanas atingindo valores próximos aos máximos no final do segundo trimestre. Contudo continua aumentando lentamente até as últimas semanas da gravidez.

O aumento do débito cardíaco (volume de sangue ejetado pelo coração a cada batimento): inicia-se a partir da 5ª semana de gestação. Sendo o maior aumento do débito até 20ª a 24ª semanas. A partir de então a elevação é mais gradual com pico de 40 a 60% do débito pré-gestacional.

Frequência cardíaca (batimentos cardíacos): o seu aumento é progressivo com a gravidez, alcançando valores máximos de 10 a 20 bpm acima do valor pré-gestacional, em torno de 28ª a 32ª semanas. Também durante o trabalho de parto há aumento da frequência cardíaca.

Nas doenças cardiovasculares da mãe podemos ter duas vidas em risco. O controle adequado do coração materno e das doenças cardíacas é fundamental para uma gravidez tranquila e com boa evolução, para tanto um acompanhamento médico deverá ser realizado por um especialista.
 
 
Dr. André Luiz Mendes Martins
Médico - Cirurgião Cardiovascular do Hospital Sírio Libanês e Beneficência Portuguesa de São Paulo
Membro especialista da SBCCV
Sócio /Diretor da Cardioclínica Paulista
Editor do blog Miocárdio
 

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Outubro Rosa - Apoiamos a causa

Gente, quem nos acompanha sabe que somos super a favor da mamãe se cuidar também. Acreditamos que a mulher deve ter o seu tempo, fazer coisas que a deixem bem, bonita e saudável.
A saúde da mulher é um tema que abordamos sempre e que nunca deve ser deixado de lado!!!
Pensando nisso tudo, apoiamos fortemente a causa da campanha "Outubro Rosa", que tem como maior preocupação a prevenção e o conhecimento sobre o Câncer de mama!
A Satina teve uma iniciativa super bacana com as blogueiras. Para cada blog participante da campanha, eles doariam um sutiã de pós-mastectomia para o Instituto Brasileiro de controle do Câncer (IBCC) que atende pelo SUS. O nosso já foi doado!!!
O Câncer de Mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo. Por isso, queridas seguidoras, façam sempre o autoexame (veja o guia de autoexame proposto pelo IBCC aqui), passem periodicamente em consultas com o seu médico e deixem o seu Check up sempre em dia.
Se cuidem!!! Beijos!!!

Estatísticas Gerais sobre o Câncer de Mama (Fonte INCA):
1- Segundo tipo de câncer mais frequente no mundo - 22% dos novos casos a cada ano
2- Taxas elevadas de mortalidade, devido à diagnósticos tardios
3- Raro antes dos 35 anos de idade, porém acima dessa faixa etária a incidência é alta e progressiva
Estatística sobre a Mastectomia:
1- O SUS reconstituiu os seios de apenas 4% das mulheres mastectomizadas em 2013

Dúvidas frequentes (Fonte IBCC):

1- O que é o Câncer de Mama?
É uma alteração na mensagem genética das células da mama que passa a crescer indefinitivamente invadindo outros tecidos.

2- O que causa o Câncer de Mama?
Ainda não existe um conhecimento pleno de todas as causas. Alguns fatores de risco estão envolvidos diretamente, como por exemplo a hereditariedade, idade acima de 40 anos, gravidez tardia, primeira menstruação precoce, menopausa tardia, antecedente pessoal de câncer.

3- Como se detecta o Câncer de Mama?
O método mais preciso é a mamografia. Porém pode-se combinar o resultado da mamografia com a ultrasonografia e ressonância magnética.

4- Como são reconhecidos os sintomas do Câncer de Mama?
Inicialmente pode surgir um nódulo. Os sintomas costumam surgir tardiamente:
- abaulamentos nas mamas ou axilas,
- alterações no tamanho e formato das mamas,
- retrações na pele e no bico do seio,
- secreções espontâneas.

5- O Câncer de Mama pode ser prevenido?
Não há como evitar que o câncer apareça. O que se pode fazer é o diagnóstico precoce da doença, aumentando as chances de cura.
Hábitos saudáveis são medidas que colaboram com o não aparecimento do câncer. Dentre eles são: não fumar, dieta rica em fibras e pobre em gordura, praticar exercícios físicos e evitar contato com agentes químicos cancerígenos.

6- O Câncer de Mama tem cura?
As chances de cura podem chegar à 100% se detectado na fase inicial.

7- O autoexame é um método diagnóstico?
O autoexame é importante para que a mulher conheça o seu corpo. Ele pode indicar alguma alteração que deverá ser investigada de forma mais profunda.

8- O Câncer de Mama é hereditário?
A maior parte não é hereditária. O risco aumenta quando existem casos de parentes próximos com câncer bilateral de mama ou ovário e que tenham sido acometidas antes dos 40 anos de idade.

9- Com quantos anos a mulher deve procurar um mastologista?
Desde o início da sua vida sexual.
10- Qual é a periodicidade para a realização dos exames?
Normalmente a rotina deve ser feita anualmente. Mas é o seu mastologista quem irá definir isso.

11- Como é o tratamento para o Câncer de Mama?
Cirúrgico, quimioterápico e radioterápico, dependendo do estadiamento da doença.

12- Quais os principais tipos de cirurgia existentes?
- Mastectomia simples: retirada total da mama
- Mastectomia radical: retirada total da mama + linfonodos da axila
- Setorectomia: retirada total do tumor com margem livre ao redor do mesmo, com ou sem retirada dos gânglios axilares

13- Quando a mama pode ser reconstruída:
No ato cirúrgico ou após o término do tratamento.